quarta-feira, 2 de outubro de 2013

Grupos de pesquisa em Terapia Ocupacional


Amanda Cristina Honorio
Paula Marcondes Schmidt-Hebell
Vanessa Figueiredo Silva

O endereço eletrônico (http://dgp.cnpq.br/buscaoperacional/) do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq) disponibiliza, através de um diretório, a relação de grupos de pesquisa no Brasil.
Na página de busca, encontramos os campos de preenchimento. O primeiro permite a busca por palavras-chave, tendo como opção “todas as palavras”, “qualquer palavra” e “frase exata”. Além disso, pode ser feita uma pesquisa mais sistemática, através dos filtros: “UF do grupo”, “grande área do grupo”, “instituição do grupo” e “área do grupo”.
Para a proposta da unidade de Pesquisa em Terapia Ocupacional IV da UFSCar, que consistiu na busca de grupos de Terapia Ocupacional inscritos no CNPq, foram feitas duas pesquisas: a primeira teve como palavras-chave “terapia ocupacional”, sem filtros e a segunda, utilizaram-se as palavras-chave “terapia ocupacional” com a opção “frase exata” e o filtro “área do grupo” selecionado Fisioterapia e Terapia Ocupacional. Deste modo, contabilizou-se 34 grupos, considerando somente os grupos, cujos líderes são graduados em Terapia Ocupacional.
A análise dos dados coletados demonstra que em relação às instituições das quais os grupos de Terapia Ocupacional no Brasil estão cadastrados - USP está em primeiro lugar (10), seguido em ordem decrescente pela UFSCar (6), UNIFESP (3), UFMG (2), UFPE (2), UFPA (2) e as demais representadas por apenas um grupo de pesquisa.
Ressalta-se que o Departamento de Terapia Ocupacional (DTO) da UFSCar colabora com 17,65% do total de grupos de pesquisa, considerando líderes terapeutas ocupacionais.

GRUPOS DE PESQUISA EM TERAPIA OCUPACIONAL
NOME
LIDER
Instituições de Ensino Superior -
IES
ATIVIDADE, COTIDIANO E CUIDADO: TERAPIA OCUPACIONAL E OS PROCESSOS DE ADOECIMENTO, HOSPITALIZAÇÃO E VULNERABILIZAÇÃO NA INFÂNCIA E ADOLESCÊNCIA
SANDRA MARIA GALHEIGO
USP
GRUPO DE ESTUDO DE TRABALHO, SAÚDE E TERAPIA OCUPACIONAL
SELMA LANCMAN
USP
LABORATÓRIO DE ESTUDO E PESQUISA ARTE E CORPO EM TERAPIA OCUPACIONAL
ELIANE DIAS DE CASTRO
USP
LABORATÓRIO DE ESTUDOS SOBRE DEFICIÊNCIA E COTIDIANO
MARIA INÊS BRITTO BRUNELLO
USP
LABORATÓRIO DE INVESTIGAÇÃO SOBRE A ATIVIDADE HUMANA
MARYSIA MARA RODRIGUES
DO PRADO DE CARLO
USP
LABORATÓRIO DE PESQUISA EM INOVAÇÃO E TECNOLOGIA ASSISTIVA - LAPITEC
CARLA DA SILVA SANTANA
USP
LABORATÓRIO DE ENSINO E PESQUISA EM TERAPIA OCUPACIONAL, INFÂNCIA E ADOLESCÊNCIA - LEPTOI
LUZIA IARA PFEIFER
USP
POLÍTICAS, AÇÕES SOCIAIS, CULTURA E REABILITAÇÃO
FATIMA CORREA OLIVER
USP
LABORATÓRIO DE ESTUDOS EM REABILITAÇÃO E TECNOLOGIA ASSISTIVA -REATA
EUCENIR FREDINI ROCHA
USP
SAÚDE, OCUPAÇÃO E CONTEXTOS PSICOSSOCIAIS
LEONARDO MARTINS KEBBE
USP
ATIVIDADES HUMANAS E TERAPIA OCUPACIONAL
CARLA REGINA SILVA
UFSCAR
CIDADANIA, AÇÃO SOCIAL, EDUCAÇÃO E TERAPIA OCUPACIONAL
ROSELI ESQUERDO LOPES
UFSCAR
FORMAÇÃO E CAPACITAÇÃO EM TERAPIA
PATRÍCIA CARLA DE SOUZA DELLA BARBA
UFSCAR
TERAPIA OCUPACIONAL E SAÚDE MENTAL
THELMA SIMÕES MATSUKURA
UFSCAR
TERAPIA OCUPACIONAL: PROCESSOS DO DESENVOLVIMENTO, ATIVIDADE HUMANA E TECNOLOGIAS EM SAUDE
MARIA LUÍSA GUILLAUMON EMMEL
UFSCAR
PROMOÇÃO DO DESENVOLVIMENTO INFANTIL NO CONTEXTO DA VIDA FAMILIAR E DA ESCOLA
CLAUDIA MARIA SIMÕES MARTINEZ
UFSCAR
LABORATÓRIO DE PESQUISA DA AÇÃO HUMANA E ENAÇÃO
FERNANDA CRISTINA MARQUETTI
UNIFESP
GRUPO DE ESTUDOS E PESQUISAS EM TRABALHO E SAÚDE
MARIA DO CARMO BARACHO DE ALENCAR
UNIFESP
NÚCLEO INTERPROFISSIONAL DE PESQUISA E ATENDIMENTO NO ENVELHECIMENTO
MARCIA MARIA PIRES CAMARGO NOVELLI
UNIFESP
GRUPO DE ESTUDOS E PESQUISAS EM ATIVIDADE E DESENVOLVIMENTO INFANTIL - GEPADI
FABIANA CRISTINA FRIGIERI DE VITTA
UNESP
SAÚDE MENTAL, TERAPIA OCUPACIONAL E PERSPECTIVAS DE FORMAÇÃO
MARIA LUISA GAZABIM SIMÕES BALLARIN
PUC CAMPINAS
GRUPO DE ABORDAGEM, PESQUISA E INTERVENÇÃO TRANSDISCIPLINAR EM TERAPIA OCUPACIONAL (GAPITTO)
ANGELA MARIA BITTENCOURT FERNANDES DA SILVA
IFRJ
ESTUDOS EM TERAPIA OCUPACIONAL E REABILITAÇÃO FÍSICA, TECNOLOGIA ASSISTIVA E FUNCIONALIDADE
GILMA CORREA COUTINHO
UFES
AVALIAÇÃO DO DESENVOLVIMENTO E DESEMPENHO INFANTIL
LÍVIA DE CASTRO MAGALHÃES
UFMG
ESTUDOS DOS PROCESSOS DE FUNCIONALIDADE E DE INCAPACIDADE RELACIONADOS AO DESENVOLVIMENTO HUMANO
MARISA COTTA MANCINI
UFMG
SAÚDE E CIDADANIA: PROCESSOS DE VULNERABILIDADES E POSSIBILIDADES DE INTERVENÇÃO NO CICLO DA VIDA
ANA CLAUDIA PINTO
UFTM
GRUPO DE PESQUISA EM TERAPIA OCUPACIONAL
RENATO NICKEL
UFPR
FUNDAMENTOS E CLÍNICA DA TERAPIA OCUPACIONAL
IVO DE ANDRADE LIMA FILHO
UFPE
NÚCLEO DE ESTUDOS E PESQUISAS EM VULNERABILIDADE E SAÚDE NA INFÂNCIA E ADOLESCÊNCIA - NEPVIAS
DANIELA TAVARES GONTIJO
UFPE
GRUPO DE PESQUISA EM CIÊNCIA DA OCUPAÇÃO
VÍCTOR AUGUSTO CAVALEIRO CORRÊA
UFPA
TERAPIA OCUPACIONAL E SAÚDE NA AMAZÔNIA
ENISE CÁSSIA ABDO NAJJAR
UEPA
OCUPAÇÃO E SAÚDE
MARCIA QUEIROZ DE CARVALHO GOMES
UFPB
LABORATÓRIO DE ESTUDOS EM OCUPAÇÃO E SAÚDE - LEOS
ÉDEN FERNANDO BATISTA FERREIRA
UNAMA





 


terça-feira, 1 de outubro de 2013

REFLEXÃO ACERCA DA PRODUÇÃO BIBLIOGRÁFICA DA TERAPIA OCUPACIONAL NO BRASIL

No contexto sobre a terapia ocupacional e a produção de conhecimento temos um artigo publicado na revista de Terapia Ocupacional da USP: "Pesquisa e produção bibliográfica em terapia ocupacional: contribuições ao debate sobre parâmetros de avaliação da produção acadêmica brasileira" de Fátima Corrêa Oliver.
Trata-se de um texto que propõe o estudo da produção bibliográfica na Terapia Ocupacional, visto que é algo bastante discutido devido ao número escasso de pesquisadores que produzem e compartilham o conhecimento.
Um dos levantamentos realizados mais recentemente sobre as pesquisas em Terapia Ocupacional foi feito em 2010. Os Grupos de Pesquisa da Área de Terapia Ocupacional Cadastrados no CNPq até 2010 eram 26, já em 2013 pudemos observar um aumento, para 33*. Pode-se observar que a maior concentração dos grupos de pesquisa é na região Sudeste totalizando 84%. “A criação de Grupos de Pesquisa no Diretório do CNPq parece estar intimamente ligada à expansão do ensino de graduação em terapia ocupacional em Instituições de Ensino Superior, notadamente em universidades públicas. Observa-se que 50% dos atuais grupos surgiram entre os anos de 2008 e 2010, fato que pode estar vinculado ao Programa REUNI (Reestruturação e Expansão das Universidades Federais), que criou, entre outros, cursos de graduação em terapia ocupacional em diferentes locais do país.” (LOPES, 2010).
Existe ainda uma falta de financiamento para as pesquisas, apenas parte dos grupos recebe financiamento do CNPq. “Ainda no âmbito do acesso ao financiamento de pesquisa no que tange ao CNPq, a área dispõe de, apenas, quatro Bolsas de Produtividade em Pesquisa, demonstrando o precário reconhecimento de sua ação em pesquisa por esse órgão de fomento.” (LOPES. 2010).
Na pesquisa também são estudados os artigos publicados tanto em âmbito nacional quanto internacional e sua qualificação, os artigos publicados em periódicos nacionais e internacionais e os indexadores, os artigos publicados e avaliados por qualidade, e vários dados em relação à essa produção.
Para a avaliação da produção intelectual foi criado um sistema de classificação denominado Qualis CAPES (OLIVER, 2008). Inserido nesse sistema, a Terapia Ocupacional integra, juntamente com a Educação Física, Fisioterapia e Fonoaudiologia, a área 21 da CAPES.

Esse sistema, utilizando-se do numero de “citações de artigos da revista realizados na própria revista em determinado período” (OLIVER, 2008) classifica os periódicos publicados em Qualis Internacional A, B e C e Nacional A, B e C.

A produção bibliográfica em Terapia Ocupacional entre 2001 e 2007, atingiu um crescimento de 105% do número de artigos publicados tanto em periódicos estrangeiros como em nacionais.  Esse crescimento é resultado de aumento de publicação em periódicos nacionais, nas bases de dados como Lilacs e SciELO.

Os artigos publicados encontram-se dispersos em 88 periódicos (15 estrangeiros e 73 nacionais), o que divulga a área em diferentes campos do conhecimento, mas também dificulta a consolidação dos periódicos de Terapia Ocupacional nacionais (OLIVER, 2008).
É através das revistas e cadernos, que se torna possível a divulgação, constituição e consolidação da produção científica dos pesquisadores em terapia ocupacional, os quais têm extrema importância na construção dos periódicos. É necessário que esse processo de produção continue obtendo progressos para que possibilite a inclusão da terapia ocupacional em bases de dados de acesso livre (OLIVER, 2008).
A reflexão trazida é interessante visto que embora ainda seja considerada pouca a produção de conhecimento na área, há um caminho que foi feito até aqui e que deve ser considerado conforme as dificuldades e os limites existentes.


Referência Bibliográfica


OLIVER, F. C. Pesquisa e produção bibliográfica em terapia. Rev. Ter. Ocup. Univ. São Paulo, v. 19, n. 2, p. 108-120, maio/ago. 2008.

Postagem feita por : Bárbara Aniceto, Evellin Miyamoto e Gabriela Migliato.